
Antonio Augusto Ribeiro Reis Junior, será que algum vascaíno saberia me dizer quem é esse rapaz, com nome tão grande, será que é jogador de futebol? Acho que não. Mas se eu diminuir e disser que o podemos chamá-lo de Juninho Pernambucano? Agora sim, só de pensar eu fico imaginando a torcida vascaína gritar, ‘’ Hei Hei Hei o Juninho é nosso Rei’’. O reizinho da colina como é carinhosamente chamado pelos torcedores do Vasco, é a bola da vez do nosso blog.
Juninho, nascido em Pernambuco, ‘’garoto’’ de 35 anos de idade, é um jogador diferenciado. Meio campista, que ao mesmo tempo em que defende, quando necessário, atua muito bem ofensivamente. Além disso, ele é considerado por muitos, um dos maiores cobradores de falta do futebol mundial, poucos ‘’tratam’’ a bola que nem ele.
Carreira:
A fera começou aos dezesseis anos nas divisões de base do Sport Recife e após três anos de base, Juninho foi promovido ao time principal do Leão. Sua estréia ocorreu durante uma partida contra o Fluminense, o craque entrou no segundo tempo da partida. Na época, o time do Sport tinha uma equipe bastante competitiva, o clube, que havia montando uma base de ouro, acabou promovendo a garotada e formando uma equipe forte, onde conquistaram títulos importantes, como o Estadual e a Copa do Nordeste. Logo, o alto escalão do futebol brasileiro, ‘’ caiu ‘’ em cima dos jogadores e com Juninho não foi diferente. Junto com companheiro de time, o atacante Leonardo, o Reizinho veio para a cidade maravilhosa, para o clube de Regatas Vasco da Gama.
Chegando ao Rio, Juninho, que veio ofuscado por Leonardo que na época era a principal contratação, demorou a se adaptar ao time carioca. Porém não demorou muito para ser tornar um dos principais jogadores da equipe vascaína. Virou peça primordial na época de ouro do clube cruzmaltino. De 1997 a 2000, o nosso Reizinho, ajudou-nos a conquistar seis títulos. A fera ficou mais uma temporada e depois de muito assédio da europa e com alguns problemas políticos no clube, Juninho reincidia o contrato com Vasco e partia rumo à França.
Exemplo de jogador, dentro e fora de campo, não seria estranho que na terra dos perfumes, ele não faria sucesso. O craque se transferiu para Olympique Lyonnais, que na época não tinha tanta expressão no futebol francês, mas como passe de mágica, Juninho chegou, literalmente, para resolver o problema do clube. Lyon que nunca havia sido campeão nacional, desde a chegada do craque, conseguiu a façanha de ganhar sete títulos nacionais consecutivos, fato inédito no campeonato francês. Só na ultima temporada de Juninho no clube, em 2009, eles não conseguiram levantar o caneco.
Com a idade ‘’chegando’’, Juninho, que já não é mais um reizinho e sim um Rei, encerrou seu ciclo no Lyon. Após sua saída, grandes clubes internacionais e nacionais, sendo o Vasco um deles, tentaram sua contratação, porém, sem êxito. No final, quem levou a melhor foi o mundo árabe, que conseguiu mais uma façanha de levar um craque para jogar sobre seus campos de futebol, ‘’adubados’’ por petróleo. Hoje, Juninho joga no Quatar, na equipe do Al-Gharafa, time do técnico, Caio Junior. Com a fera em campo, hoje jogando com a camisa cinco e capitão da equipe, o time vem tendo sucesso nos campeonatos que disputa. Com uma temporada e meia jogando pelo Al-Gharafa, Juninho já levantou três canecos.
Com grande sucesso que fez nos clubes onde atuou, posso dizer que na Seleção Brasileira a história foi bem diferente. Com a camisa amarelinha, o reizinho nunca teve seu espaço garantido, atuou em quarenta e três partidas com a seleção, muitas delas, sempre entrando no decorrer do jogo. Seu auge vestindo a camisa canarinho, acredito, que foi na Copa das Confederações de 2005, onde o Brasil se sagrou-se campeão com uma participação digna de dar inveja a qualquer argentino. Infelizmente, a fera finalizou sua curta história na seleção, na copa de 2006 da Alemanha, nas quartas de final, onde o Brasil perdeu e que por coincidências a parte, Juninho que foi e sempre será considerado um ídolo na França se despediu jogando com a própria, sem frisar que ‘’só’’jogou a segunda etapa da partida, normal.
Curiosidades:
Em sete de setembro de1999, quando atuava pelo Vasco, Juninho foi o primeiro jogador da história a jogar duas partidas em paises diferentes no mesmo dia. Entrou em campo pela seleção, na segunda etapa do jogo contra a Argentina, em Porto Alegre e logo após pegou vôo para Montevidéu, onde, também entrou no decorrer da partida com a camisa cruzmaltina.
Títulos:
Sport Recife
• Campeonato Pernambucano: 1994
• Copa do Nordeste: 1994
Vasco da Gama
• Campeonato Brasileiro: 1997, 2000
• Campeonato Carioca: 1998
• Copa Libertadores da América: 1998
• Torneio Rio-São Paulo: 1999
• Copa Mercosul: 2000
Lyon
• Campeonato Francês: 2002, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008
• Supercopa da França: 2002, 2003, 2004
• Copa da França: 2008
Al-Gharrafa
• Qatari Stars Cup: 2010
• Liga do Qatar: 2010
• Qatar Crown Prince Cup: 2010
Brasil
• Torneio de Toulon: 1995
• Copa das Confederações: 2005
Individuais:
• Bola de Prata: 2000
• Melhor Jogador Estrangeiro do Campeonato Francês: 2004
• Seleção do Campeonato Francês: 2004, 2005, 2006
• Melhor Jogador do Campeonato Francês: 2006
• Melhor Jogador do Qatar: 2010